Aposentado de olho nas fraudes do INSS: Senado adia votação de fiscalização com TCU em 4/11
Neste artigo
O que aconteceuO que a proposta quer apurarEm que pé estáO que muda para quem recebe do INSSPerguntas frequentesFontesO que aconteceu
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado tinha na pauta de 4 de novembro a Proposta de Fiscalização e Controle nº 2 de 2026, a PFS 2/2026. A votação não terminou.
A senadora Leany Lemos (PSB-DF) pediu vista, que é mais tempo para analisar o texto, e o pedido foi concedido. O registro está na ficha oficial da proposta no Senado.
Não foi o primeiro adiamento. A proposta tinha entrado na pauta de 28 de outubro, mas a reunião foi cancelada, segundo a mesma ficha.
O que a proposta quer apurar
Apresentada em 31 de março pelo senador Marcio Bittar (PL-AC), a PFS 2/2026 pretende investigar, com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), possíveis fraudes estruturadas em duas frentes:
- no pagamento de benefícios previdenciários;
- na contratação de crédito consignado.
A ementa cita desvio de recursos, concessões irregulares, manipulação de cadastros, intermediação indevida junto a órgãos federais e movimentações financeiras atípicas ligadas a operadores privados.
Em que pé está
O relator era o senador Eduardo Girão (Novo-CE), cujo relatório prévio, recebido em 1º de junho, recomendou admitir e aprovar a proposta, com um plano de execução. Segundo a Revista Oeste, Girão se licenciou, e Izalci Lucas (PL-DF) assumiu a relatoria substituta.
A reportagem diz que a PFS pode voltar à pauta na próxima semana. Na ficha do Senado, atualizada em 4 de novembro, ainda não havia nova data.
Na mesma reunião, segundo a revista, a senadora também pediu vista de outra proposta, a PFS 1/2026, sobre a liquidação do Banco Master.
O que muda para quem recebe do INSS
Por ora, nada. A ementa trata de apuração, sem alterar datas, valores nem o pedido de devolução de descontos. Quem aguarda solução para um caso próprio não precisa fazer nada por causa desse adiamento.
O que vale é a conferência de sempre: olhar o extrato no Meu INSS e procurar descontos ou empréstimos que não reconhece. O telefone do instituto é o 135.
Cuidado com quem usa o noticiário das fraudes para abordar segurados. O INSS informa que não liga da Central 135 para pedir dados nem para tratar de devolução de descontos. Casos recentes de uso indevido de dados estão em PF investiga venda de dados sigilosos de beneficiários no Paraná e em fraude com dados de terceiros em benefícios.
Informações conferidas em 6 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
O que foi adiado?
A votação da Proposta de Fiscalização e Controle nº 2 de 2026, na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado.
O que a proposta quer apurar?
Possíveis fraudes no pagamento de benefícios previdenciários e no consignado, como desvio de recursos, concessões irregulares e manipulação de cadastros, com auxílio do TCU.
Quando pode voltar à pauta?
Segundo a Revista Oeste, na próxima semana. Até a última atualização do Senado, em 4 de novembro, não havia nova data registrada.
Isso muda meu pagamento?
Não. A ementa trata de apuração pelo Senado e pelo TCU. Ela não altera datas nem valores de benefício.
O que faço se vejo desconto ou empréstimo que não reconheço?
Confira o extrato no Meu INSS. O canal de atendimento do INSS é o telefone 135, e o instituto não liga para pedir dados.
Fontes
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