Tem ação contra o INSS? CNJ pode analisar em 10/11 política para 4,7 milhões de processos
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O que pode entrar em pauta na terça-feiraO que a proposta prevêO que muda para quem tem ação na JustiçaO que a entidade de pessoas com deficiência pedeO que acompanharPerguntas frequentesFontesO que pode entrar em pauta na terça-feira
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) discute uma política nacional para as ações sobre aposentadorias, auxílios e benefícios assistenciais, como o BPC. A proposta tem como relatora a conselheira Daiane Lira e foi apresentada em sessão extraordinária, segundo notícia de 22 de outubro do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).
Em reportagem de 6 de novembro, o Diário PcD informou que o ato está na pauta da 18ª Sessão Ordinária do conselho, prevista para 10 de novembro. O IBDP já havia dito em outubro que o tema deveria voltar à pauta na sessão seguinte, sem indicar data.
Dados do CNJ citados pela relatora mostram o tamanho do problema: até julho de 2026, o INSS figurava como réu em mais de 4,7 milhões de processos pendentes.
O que a proposta prevê
Segundo o IBDP, a minuta inclui:
- cooperação entre os órgãos de gestão previdenciária e assistencial, com incentivo a acordos;
- mapeamento das causas das disputas, com uso de dados e estudos;
- um Comitê Nacional Executivo, além de comitês de tecnologia e comitês estaduais;
- automação e integração dos sistemas dos tribunais com o Sisperjud e o Prevjud;
- plano nacional de três anos, com ações prioritárias para 2027 a 2029, dentro do Programa AceleraPrev.
O que muda para quem tem ação na Justiça
Por enquanto, nada de imediato. O que foi divulgado trata da organização do Judiciário, e não cria prazo novo para cada ação nem altera os requisitos de um benefício.
Quem tem processo em andamento continua acompanhando o caso pelos canais de sempre. Para entender o volume de ações por região e assunto, veja a nossa reportagem sobre o painel da Justiça Federal.
Quem teve auxílio-doença negado encontra as regras e o caminho do recurso no guia do auxílio-doença.
O que a entidade de pessoas com deficiência pede
A Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPcD) enviou ao presidente do CNJ, Edson Fachin, o Ofício nº 217/2026, com sugestões para a política. A associação quer:
- indicadores sobre motivos de negativa, reversões na Justiça e unidades com muitas reversões;
- publicação regular de dados sobre negativas, reversões e tempo de análise, em formato acessível;
- reforço da exigência de que cada negativa seja bem justificada;
- análise, caso a caso e com direito de defesa, de possível negligência ou abuso de agentes públicos;
- participação permanente de organizações de pessoas com deficiência.
O presidente da entidade, Abrão Dib, argumenta que as pessoas recorrem à Justiça depois de não resolverem o benefício na via administrativa. "Ninguém gosta de passar anos esperando por uma decisão judicial", afirmou, segundo o Diário PcD.
Essas sugestões são um pedido da associação. Não há informação de que tenham sido incorporadas à minuta.
O que acompanhar
Dois pontos ficam em aberto na sessão: se o ato será de fato votado e qual será o texto final. Até esta publicação, não conseguimos confirmar a pauta diretamente no site do CNJ, porque a página não abriu para consulta. A data, portanto, é a informada pelo Diário PcD e pode mudar.
Perguntas frequentes
O que está em análise no CNJ?
Uma minuta de ato normativo que cria a Política Judiciária Nacional para o Tratamento Adequado das Demandas Previdenciárias e Assistenciais, executada pelo Programa AceleraPrev.
Essa política acelera meu processo agora?
Não há prazo novo para cada ação nos textos consultados. A proposta trata de organização, dados e integração de sistemas, com plano de ações prioritárias para 2027 a 2029.
Preciso fazer algo no meu processo?
Não por causa dessa proposta. Nada nos documentos consultados pede providência do segurado.
O que a ANAPcD pediu ao CNJ?
Indicadores sobre motivos de negativa e reversões na Justiça, publicação desses dados, exigência de negativas bem justificadas, análise caso a caso de possível negligência e participação permanente de entidades de pessoas com deficiência.
A votação em 10 de novembro é certa?
Não. A data é a informada pelo Diário PcD, e a pauta pode mudar. Não conseguimos abrir a pauta no site do CNJ para esta reportagem.
Fontes
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