Aposentado lesado por desconto no INSS: STF manda Camisotti à domiciliar; o que se sabe da devolução
Neste artigo
O que aconteceuQual é a suspeitaIsso muda a devolução do seu dinheiro?O que se sabe sobre contestar o descontoPerguntas frequentesFontesO que aconteceu
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu em 5 de novembro prisão domiciliar ao empresário Maurício Camisotti. Ele estava preso desde setembro de 2025, em uma fase da Operação Sem Desconto.
As condições, segundo as reportagens:
- tornozeleira eletrônica;
- proibição de contato com outros investigados;
- cumprimento da medida em São Paulo.
A decisão está sob sigilo e atendeu a um pedido da defesa. Segundo o g1, o ministro considerou longo demais o tempo de prisão e viu que os motivos iniciais já não se sustentavam. A defesa afirma que o empresário nunca atrapalhou as investigações.
Domiciliar não é absolvição: a investigação continua. O g1 informa também que ele chegou a negociar uma delação, e que a Procuradoria-Geral da República pediu ajustes.
Qual é a suspeita
Segundo a NSC Total, a Polícia Federal considera Camisotti um dos principais articuladores e beneficiários do esquema de mensalidades descontadas sem autorização. O g1 o descreve como um dos líderes apontados na operação. O caso foi apurado pela PF e pela Controladoria-Geral da União.
Pela investigação, entidades cadastravam aposentados e pensionistas sem autorização, com assinaturas falsas, e passavam a descontar valores direto do benefício. A NSC Total cita prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões e mais de 4,1 milhões de pessoas atingidas de 2019 a 2024. Segundo o mesmo veículo, a Ambec recebeu quase R$ 400 milhões do INSS entre 2023 e 2025.
Isso muda a devolução do seu dinheiro?
Nenhuma das reportagens consultadas aponta efeito sobre o ressarcimento. A decisão trata da prisão de um investigado.
O que se sabe sobre contestar o desconto
Os dados abaixo são de março de 2026, os mais recentes que localizamos em fonte aberta:
- Descontos cobertos: de março de 2020 a março de 2025.
- Prazo: a Agência Brasil informou prorrogação até 20 de junho de 2026. Não achamos ato oficial posterior, nem confirmação de que o prazo foi reaberto.
- Canais informados: Meu INSS, Central 135 e agências dos Correios, de graça.
- Balanço daquela data: quase R$ 3 bilhões devolvidos e 4.401.653 adesões ao acordo.
Quem tem dúvida sobre o próprio caso deve confirmar a situação atual na Central 135. E desde janeiro a Lei 15.327/2026 proíbe descontos associativos em benefícios pagos pelo INSS. Se aparecer um, olhe o extrato no Meu INSS.
O noticiário sobre devolução costuma atrair golpistas. O INSS não pede dados por telefone para liberar valores; veja os sinais no guia de golpes com benefícios. Outro caso recente é o da venda de dados de segurados no Paraná.
Informações conferidas em 6 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
O que Mendonça decidiu?
Substituiu a prisão preventiva de Maurício Camisotti por prisão domiciliar em São Paulo, com tornozeleira eletrônica e sem contato com outros investigados.
Por que a prisão foi trocada?
Segundo o g1, o ministro considerou longo demais o tempo de prisão e viu que os motivos iniciais já não se sustentavam. A decisão está sob sigilo.
A decisão muda a devolução dos descontos?
As reportagens consultadas não apontam nenhum efeito sobre o ressarcimento. Em caso de dúvida, consulte o Meu INSS ou a Central 135.
Ainda dá para contestar um desconto?
O último prazo que localizamos foi até 20 de junho de 2026. Não achamos ato oficial mais recente; confirme a situação atual na Central 135.
O desconto associativo continua permitido?
Não. A Lei 15.327/2026 proíbe descontos associativos em benefícios pagos pelo INSS.
Fontes
- g1 - Fraudes no INSS: Mendonça substitui prisão preventiva de empresário Maurício Camisotti por prisão domiciliar
- NSC Total - André Mendonça concede prisão domiciliar a empresário do INSS
- Jornal de Brasília - Mendonça concede prisão domiciliar a investigado na operação do INSS
- Agência Brasil - Vítimas de descontos indevidos do INSS têm mais 90 dias para contestar
- Ministério da Previdência Social - Presidente Lula sanciona lei que proíbe descontos associativos pelo INSS
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