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Aposentado lesado por desconto no INSS: STF manda Camisotti à domiciliar; o que se sabe da devolução

Resposta rápidaO ministro André Mendonça, do STF, trocou em 5 de novembro a prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti por domiciliar com tornozeleira e proibição de contato com outros investigados. Ele é apontado pela PF como um dos líderes dos descontos indevidos em benefícios do INSS. As reportagens não indicam efeito sobre a devolução aos aposentados, e a decisão está sob sigilo.
Neste artigoO que aconteceuQual é a suspeitaIsso muda a devolução do seu dinheiro?O que se sabe sobre contestar o descontoPerguntas frequentesFontes

O que aconteceu

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu em 5 de novembro prisão domiciliar ao empresário Maurício Camisotti. Ele estava preso desde setembro de 2025, em uma fase da Operação Sem Desconto.

As condições, segundo as reportagens:

  • tornozeleira eletrônica;
  • proibição de contato com outros investigados;
  • cumprimento da medida em São Paulo.

A decisão está sob sigilo e atendeu a um pedido da defesa. Segundo o g1, o ministro considerou longo demais o tempo de prisão e viu que os motivos iniciais já não se sustentavam. A defesa afirma que o empresário nunca atrapalhou as investigações.

Domiciliar não é absolvição: a investigação continua. O g1 informa também que ele chegou a negociar uma delação, e que a Procuradoria-Geral da República pediu ajustes.

Qual é a suspeita

Segundo a NSC Total, a Polícia Federal considera Camisotti um dos principais articuladores e beneficiários do esquema de mensalidades descontadas sem autorização. O g1 o descreve como um dos líderes apontados na operação. O caso foi apurado pela PF e pela Controladoria-Geral da União.

Pela investigação, entidades cadastravam aposentados e pensionistas sem autorização, com assinaturas falsas, e passavam a descontar valores direto do benefício. A NSC Total cita prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões e mais de 4,1 milhões de pessoas atingidas de 2019 a 2024. Segundo o mesmo veículo, a Ambec recebeu quase R$ 400 milhões do INSS entre 2023 e 2025.

Isso muda a devolução do seu dinheiro?

Nenhuma das reportagens consultadas aponta efeito sobre o ressarcimento. A decisão trata da prisão de um investigado.

O que se sabe sobre contestar o desconto

Os dados abaixo são de março de 2026, os mais recentes que localizamos em fonte aberta:

  • Descontos cobertos: de março de 2020 a março de 2025.
  • Prazo: a Agência Brasil informou prorrogação até 20 de junho de 2026. Não achamos ato oficial posterior, nem confirmação de que o prazo foi reaberto.
  • Canais informados: Meu INSS, Central 135 e agências dos Correios, de graça.
  • Balanço daquela data: quase R$ 3 bilhões devolvidos e 4.401.653 adesões ao acordo.

Quem tem dúvida sobre o próprio caso deve confirmar a situação atual na Central 135. E desde janeiro a Lei 15.327/2026 proíbe descontos associativos em benefícios pagos pelo INSS. Se aparecer um, olhe o extrato no Meu INSS.

O noticiário sobre devolução costuma atrair golpistas. O INSS não pede dados por telefone para liberar valores; veja os sinais no guia de golpes com benefícios. Outro caso recente é o da venda de dados de segurados no Paraná.

Informações conferidas em 6 de novembro de 2026.

Perguntas frequentes

O que Mendonça decidiu?

Substituiu a prisão preventiva de Maurício Camisotti por prisão domiciliar em São Paulo, com tornozeleira eletrônica e sem contato com outros investigados.

Por que a prisão foi trocada?

Segundo o g1, o ministro considerou longo demais o tempo de prisão e viu que os motivos iniciais já não se sustentavam. A decisão está sob sigilo.

A decisão muda a devolução dos descontos?

As reportagens consultadas não apontam nenhum efeito sobre o ressarcimento. Em caso de dúvida, consulte o Meu INSS ou a Central 135.

Ainda dá para contestar um desconto?

O último prazo que localizamos foi até 20 de junho de 2026. Não achamos ato oficial mais recente; confirme a situação atual na Central 135.

O desconto associativo continua permitido?

Não. A Lei 15.327/2026 proíbe descontos associativos em benefícios pagos pelo INSS.

Fontes

Redação Radar dos Benefícios. Atualizado em 6 de novembro de 2026. Informações conferidas nas fontes oficiais listadas no texto; se algo mudar, a página é atualizada.

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